O holismo é a abordagem de estudar as culturas como um todo integrado, em vez de coleções de partes separadas. Um antropólogo influenciado pelo holismo não estuda a religião isoladamente da economia, nem o parentesco separadamente da política. A premissa é que estes domínios se influenciam mutuamente. Uma mudança num deles propaga-se pelos outros. Não se pode compreender a agricultura sem compreender a posse da terra, os rituais e a estrutura familiar.
A ideia perpassa a história da disciplina. Franz Boas insistia que cada cultura deveria ser compreendida na sua totalidade. Os antropólogos posteriores alargaram o holismo para incluir a biologia, a arqueologia e a linguística, a famosa abordagem de quatro campos na antropologia americana. Os críticos observam que nenhum investigador pode estudar tudo. Parte do holismo é retórico. Ainda assim, o compromisso com o contexto é real e útil.
Como se manifesta o holismo na prática
- Estudar um ritual em paralelo com a economia que o sustenta.
- Ligar a organização doméstica a estruturas políticas mais vastas.
- Combinar dados biológicos e culturais num único projeto.
- Resistir a explicações que isolam uma única causa.
O holismo é menos um método do que um aviso: não divida o mundo em pedaços demasiado cedo.
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