De onde vem o conhecimento? Os empiristas dizem que vem da experiência. A mente começa por ser uma tábua rasa, e os sentidos preenchem-na. John Locke defendia que todas as ideias remontam à sensação e à reflexão. George Berkeley foi mais longe, negando a matéria por completo e reduzindo a realidade às perceções. David Hume sistematizou o empirismo, defendendo que a causalidade, a substância e o eu não são dados pela experiência, mas construídos pelo hábito e pela imaginação. Esta tradição contrasta com o racionalismo, que sustenta que a razão pode apreender as verdades independentemente da experiência.
O empirismo moldou a ciência moderna. Francis Bacon defendia a observação e a experimentação em detrimento da especulação. Os positivistas lógicos do início do século XX tentaram fundamentar todas as afirmações significativas na verificação empírica. Este programa ruiu sob o seu próprio peso, uma vez que o princípio da verificação em si não é empiricamente verificável. O empirismo enfrenta também o problema da indução, levantado por Hume: nenhuma quantidade de regularidade observada garante o caso seguinte. O sol nasce todos os dias, mas isso não prova que nascerá amanhã. Os empiristas responderam com diversas explicações sobre probabilidade, inferência e método científico, mas o problema continua por resolver.
Temas empiristas
- Experiência. Os sentidos são a fonte do conhecimento.
- Uma folha em branco. A mente começa vazia.
- Indução. O conhecimento geral provém de observações particulares.
- Verificação. As afirmações devem ser comprováveis por experiência.
O empirismo não é o mesmo que ciência, mas é a filosofia que mais diretamente influencia a prática científica.
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