Ser é o termo mais abrangente em filosofia. Aplica-se a tudo o que existe: rochas, números, mentes, deuses, abstracções, possibilidades. Perguntar sobre o ser é perguntar o que significa algo existir. Parménides iniciou a discussão argumentando que o ser é uno, imutável e eterno. Heráclito contestou, afirmando que tudo flui. Platão dividiu o ser em domínios do devir e Formas eternas. Aristóteles estudou o ser nos seus múltiplos sentidos, incluindo a substância, a qualidade e a relação.
Os filósofos medievais distinguiam essência da existência. A essência de uma coisa é aquilo que ela é. A sua existência é o facto de ela ser. Tomás de Aquino defendia que, em Deus, essência e existência coincidem, enquanto nas criaturas diferem. A filosofia moderna mudou a perspetiva. Kant distinguiu o mundo fenoménico que experimentamos do mundo noumenal que não podemos experimentar. Heidegger reabriu a questão do ser em Ser e Tempo, defendendo que a filosofia ocidental a tinha esquecido. Distinguiu os entes, as coisas que existem, do próprio Ser, o acontecimento ou processo pelo qual as coisas se revelam.
Dimensões do ser
- Ontológico. Que tipos de coisas existem?
- Existencial. O que significa para um ser em particular existir?
- Lógico. Como podemos falar do ser sem contradição?
O ser não é um género. Não se divide em espécies da mesma forma que o animal se divide em mamífero e réptil. Diz-se isto de muitas maneiras, e esta pluralidade faz parte da dificuldade.
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