O realismo é um modo literário que procura representar a vida quotidiana e as coisas familiares com precisão e sem idealização. Surgiu como uma tendência dominante no século XIX.
Escritores realistas como Balzac, Flaubert, George Eliot e Tolstoi focaram-se em personagens das classes média e trabalhadora, em detalhes sociais e nas consequências de escolhas comuns. O estilo tende para a prosa simples, para a observação atenta e para a ausência de melodrama ou de interferência autoral explícita. O enredo surge das personagens e das circunstâncias, e não da coincidência ou da intervenção divina. A intenção não é que a ficção seja factual, mas sim que seja fiel às nuances e probabilidades da experiência vivida.
O realismo foi desafiado pelas experiências modernistas e pós-modernistas, mas continua a ser um modo poderoso e popular. A ficção contemporânea ainda se socorre das suas técnicas, mesmo quando as combina com outras abordagens. O impulso realista persiste sempre que os escritores tentam fazer com que o mundo inventado pareça contínuo com o do leitor.
A ficção que procura retratar a experiência quotidiana sem romantização excessiva pertence à tradição realista.
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