O verso livre é um tipo de poesia que não segue uma métrica ou esquema de rimas regulares. Os seus ritmos baseiam-se na cadência da fala, na respiração ou nas formas do pensamento, em vez dos tradicionais pés métricos.
Atribui-se frequentemente a Walt Whitman o mérito de ter inaugurado o verso livre na poesia inglesa; modernistas posteriores, como Eliot, Pound e Williams, tornaram-no um modo dominante. O verso livre não é simplesmente prosa dividida em linhas. As quebras de linha, o espaçamento e a organização dos sons e das imagens ainda criam forma — só não as formas herdadas do soneto ou do verso branco. O poeta deve inventar uma lógica rítmica para cada poema.
Os críticos acusam por vezes o verso livre de falta de forma; os seus defensores respondem que substitui a regularidade mecânica pela forma orgânica. Na prática, grande parte do verso livre conserva padrões sonoros e estruturais subtis. A liberdade é real, mas impõe ao poeta uma maior responsabilidade de justificar cada escolha formal.
Poesia que encontra o seu próprio ritmo sem um modelo métrico fixo é o verso livre.
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