As abelhas obtêm néctar. As flores são polinizadas. Ambas beneficiam. Trata-se de mutualismo, uma relação em que ambas as espécies interagentes ganham com a associação. O termo abrange uma vasta gama de parcerias. Algumas são obrigatórias, o que significa que as espécies não podem sobreviver uma sem a outra. Os figos e as vespas-do-figo são um exemplo. A vespa poliniza o figo e deposita os seus ovos no seu interior. Nenhuma das duas consegue reproduzir-se sem a outra. Outros mutualismos são facultativos, o que significa que os parceiros podem sobreviver sozinhos, mas desenvolvem-se melhor em conjunto.
O mutualismo assume muitas formas. Os peixes limpadores comem parasitas de peixes maiores, obtendo alimento enquanto os peixes maiores se livram das pragas. Os fungos micorrízicos ligam-se às raízes das plantas e ajudam-nas a absorver água e minerais; em troca, as plantas fornecem açúcares aos fungos. As formigas protegem as acácias dos herbívoros e recebem abrigo e alimento em troca. Estas relações nem sempre são igualitárias. Um dos parceiros pode fazer batota, obtendo benefícios sem contribuir com serviços. Com o tempo, a batota pode destabilizar o mutualismo.
mutualismos comuns
- Polinização: abelhas, borboletas e flores.
- Peixes limpadores e seus hospedeiros.
- Fungos micorrízicos e raízes de plantas.
- Formigas e acácias.
Mutualismo não é altruísmo. Cada parceiro procura os seus próprios interesses. O relacionamento persiste porque ambos saem a ganhar.
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