Em 1989, o Exxon Valdez derramou 11 milhões de galões de crude no Estreito do Príncipe William. As equipas de limpeza utilizaram skimmers, barreiras de contenção e água quente a alta pressão. Também utilizaram bactérias. Os fertilizantes foram espalhados nas praias para estimular a proliferação de microrganismos que degradam o petróleo naturalmente. As bactérias consumiram o petróleo, convertendo-o em dióxido de carbono e água. A biorremediação ganhou destaque nos meios de comunicação social.
A biorremediação utiliza organismos para remover ou neutralizar contaminantes. As bactérias e os fungos são os agentes mais comuns. Alguns degradam os hidrocarbonetos de petróleo. Outros decompõem pesticidas, solventes ou metais pesados. Também podem ser utilizadas plantas, uma técnica chamada fitorremediação. Os organismos podem ser nativos do local ou introduzidos. Podem ser estimulados com nutrientes ou geneticamente modificados para tarefas específicas.
Esta abordagem tem vantagens. Muitas vezes é mais barata do que a escavação ou a incineração. Pode ser feita no local, sem movimentar o solo contaminado. Produz menos resíduos. Mas é lenta. Depende das condições ambientais. Pode não funcionar para todos os contaminantes. E pode deixar resíduos que ainda são perigosos.
A biorremediação não é uma solução mágica. É uma ferramenta para situações específicas. Quando funciona, transforma um problema de poluição num processo biológico. Quando falha, pode atrasar uma limpeza mais eficaz.
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