A reciprocidade é a troca de bens ou serviços sem moeda formal ou contrato. Baseia-se na obrigação social, não na imposição legal. Dá algo agora porque espera algo mais tarde, ou porque deve algo anteriormente. A troca pode ser imediata ou adiada por anos. Pode ser equilibrada, com igual valor dado e recebido, ou generalizada, onde ninguém contabiliza.
Marshall Sahlins distinguiu três formas. A reciprocidade generalizada ocorre entre parentes próximos, onde a partilha é esperada e a retribuição é flexível. A reciprocidade equilibrada envolve a troca direta entre pessoas que não são íntimas, com a expectativa de um retorno equivalente num prazo razoável. A reciprocidade negativa é uma tentativa de obter algo sem custos, através da negociação, do roubo ou da exploração. As mesmas pessoas podem envolver-se nas três, dependendo da relação.
Exemplos no dia a dia
- Partilhar a carne após a caçada.
- Ajudar um vizinho a construir uma casa.
- Troca de presentes nos feriados.
- Negociação num mercado.
A reciprocidade une as pessoas. Cria confiança, obrigação e a expectativa de interação futura. Os mercados podem funcionar sem ela. As comunidades, não.
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