A falácia da ladeira escorregadia parte do pressuposto de que uma pequena ação levará a uma cadeia de acontecimentos. Se permitirmos que A aconteça, então B acontecerá, depois C, depois D e, eventualmente, um desastre. A cadeia não está comprovada. As ligações são presumidas. A ladeira é escorregadia. O primeiro passo leva a uma queda.
Esta falácia é comum na política e na educação dos filhos. Se permitirmos o casamento entre pessoas do mesmo sexo, as pessoas casarão com animais. Se deixarmos as crianças ficarem acordadas até tarde, elas vão chumbar na escola. A cadeia de causalidade é exagerada. As ligações são frágeis. A conclusão é alarmista. A falácia da ladeira escorregadia ignora as provas. Ela baseia-se na emoção.
Exemplos de ladeira escorregadia
- Se proibirmos as espingardas de assalto, em breve proibirão todas as armas.
- Se der um biscoito a um rato, ele vai querer um copo de leite.
- Se permitirmos a eutanásia, começaremos a matar os deficientes.
- Se fumar um cigarro, tornar-se-á um fumador inveterado.
- Se legalizarmos a canábis, a próxima coisa que faremos será legalizar a heroína.
A falácia da ladeira escorregadia nem sempre é falaciosa. Por vezes, pequenas ações levam a grandes consequências. A teoria do dominó na Guerra do Vietname foi disso exemplo. Foi debatida. A questão é saber se a cadeia de acontecimentos é provável. Há evidência para cada elo? A ladeira é realmente escorregadia? A falácia ocorre quando a cadeia é afirmada sem provas. A solução é perguntar: quais são as evidências para cada passo? A cadeia é inevitável? Geralmente não é. A ladeira escorregadia é um aviso. Por vezes, o aviso é válido. Por vezes, é uma tática para assustar. A diferença está nas evidências. Sem evidências, a ladeira é apenas um deslizar em direção ao medo.
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