O monismo sustenta que a realidade consiste numa única substância ou princípio. Contrasta com o dualismo, que defende a existência de dois, e com o pluralismo, que defende a existência de muitos. O monismo apresenta-se sob diferentes formas. O materialismo é um monismo: só a matéria existe. O idealismo é um monismo: só a mente ou o espírito existem. O monismo neutro sustenta que a essência fundamental não é nem mental nem física, mas algo anterior a ambas. Espinosa defendia que existe apenas uma substância, a que chamou Deus ou Natureza, e que a mente e o corpo são dois atributos dessa substância.
O monismo tem uma longa história. Os filósofos pré-socráticos procuravam um princípio único por detrás da diversidade das coisas. O Tales disse que era a água. Anaxímenes, o ar. Heraclito, o fogo. Parménides, o ser. Na filosofia indiana, o Advaita Vedanta defende que a realidade é uma consciência única e não dual. O monismo é atraente porque evita o problema da interacção que aflige o dualismo. Se existe apenas um tipo de coisa, não há mistério sobre a forma como dois tipos interagem. Mas o monismo enfrenta os seus próprios problemas. Se tudo é matéria, como explicamos a consciência? Se tudo é mente, como explicamos a aparente independência do mundo físico? O debate entre monismo, dualismo e pluralismo continua.
Formas de monismo
- Materialismo. Só a matéria existe.
- Idealismo. Só existe a mente ou o espírito.
- Monismo neutro. Uma única substância neutra subjaz tanto à mente como à matéria.
- Monismo prioritário. O todo é anterior às suas partes.
Monismo não é o mesmo que simplicidade. Uma única substância pode ser complexa e ter muitos atributos.
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