O argumento ad hominem é uma falácia que ataca a pessoa em vez do argumento. Não aborda a afirmação em si, mas ataca quem a afirma, dizendo que essa pessoa é estúpida, tendenciosa ou hipócrita. O ataque é irrelevante para a veracidade do argumento. Até um mentiroso pode dizer a verdade. Até um tolo pode ter razão.
O termo vem do latim e significa "contra a pessoa". A falácia apresenta-se de diversas formas. O ad hominem abusivo insulta a pessoa. O ad hominem circunstancial aponta para as circunstâncias da pessoa. O ad hominem tu quoque acusa a pessoa de hipocrisia. Todos os três evitam o argumento, desviando o foco para a pessoa.
Exemplos de ataques pessoais
- É muito jovem para entender de economia.
- Só apoia essa política porque beneficia dela.
- Critica o fumo, mas você mesmo fumava.
- É um criminoso condenado, pelo que o seu depoimento não tem qualquer valor.
- É mulher, logo não pode ser objetiva quanto a isso.
O ataque ad hominem é sedutor. É mais fácil atacar uma pessoa do que um argumento. Apela à emoção. Mobiliza a multidão. Evita o árduo trabalho do raciocínio. Mas é uma falácia. O carácter de quem argumenta é distinto do argumento. Uma pessoa má pode apresentar um bom argumento. Uma pessoa boa pode apresentar um mau argumento. O argumento sustenta-se ou cai pelos seus próprios méritos. Esse é o princípio. Na prática, o carácter importa nos tribunais e nas eleições. A credibilidade é relevante. Mas credibilidade não é o mesmo que verdade. Um ataque ad hominem tenta substituir a verdade pelo carácter. Falha. O argumento mantém-se. Precisa de ser respondido.
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