O racionalismo defende que a razão é a principal fonte de conhecimento. Não nega os sentidos, mas defende que a razão pode apreender verdades que a experiência não consegue. A matemática é o modelo. Não é preciso medir triângulos para saber que a soma dos seus ângulos é 180 graus. É possível prová-lo. Os racionalistas acreditam que algumas verdades são inatas ou podem ser descobertas pelo pensamento puro. Descartes, Espinosa e Leibniz são os racionalistas clássicos. Defendiam que os sentidos são falhos e que só a razão pode fornecer um conhecimento certo.
O racionalismo contrapõe-se ao empirismo, que sustenta que o conhecimento provém da experiência. Kant tentou sintetizar ambos, defendendo que o conhecimento requer tanto a razão como a experiência. A razão fornece as categorias que estruturam a experiência. A experiência fornece o conteúdo. O racionalismo tem sido influente na matemática, na lógica e na metafísica. Também tem sido alvo de críticas. Se a razão é a fonte do conhecimento, como sabemos qual o raciocínio correto? Os racionalistas respondem que a razão é auto-correctiva. Ela pode identificar e corrigir os seus próprios erros. O debate entre racionalismo e empirismo é um dos mais antigos da filosofia e continua na epistemologia e na filosofia da mente contemporâneas.
Temas racionalistas
- Ideias inatas. Alguns conhecimentos são inatos.
- Dedução. A razão pode derivar verdades a partir de princípios fundamentais.
- Certeza. A razão pode fornecer um conhecimento indubitável.
- A matemática como modelo. O método da geometria aplica-se à filosofia.
Racionalismo não é o mesmo que racionalidade. A racionalidade é a capacidade de raciocinar. O racionalismo é uma posição filosófica sobre a origem do conhecimento.
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