Os restos orgânicos contêm um sinal cronológico intrínseco. A datação por radiocarbono mede o decaimento do carbono-14 em material que outrora esteve vivo, estimando o tempo decorrido desde a morte. O método transformou a arqueologia e os estudos do Quaternário tardio desde o seu desenvolvimento em meados do século XX.
Enquanto vivos, os organismos trocam carbono com a atmosfera; após a morte, o isótopo radioativo decai a uma taxa conhecida. A medição do carbono-14 remanescente fornece uma idade antes do presente, sujeita a calibração com base em registos de anéis de árvores e outros dados que corrigem as variações passadas na concentração atmosférica.
A técnica funciona melhor em amostras com até cerca de 50.000 anos. A contaminação, os efeitos de reservatório e as incertezas de calibração exigem uma amostragem e interpretação cuidadosas. Apesar das limitações, a datação por radiocarbono fornece idades absolutas que estabelecem sequências relativas e ligam sítios arqueológicos em diferentes regiões.
- Método de datação por decaimento do carbono-14
- Aplica-se a materiais orgânicos.
- Requer calibração para precisão.
- Ferramenta essencial em arqueologia e paleociência
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