A liquidez é a facilidade com que um ativo pode ser convertido em dinheiro. O dinheiro em si é perfeitamente líquido. Uma conta poupança é quase tão líquida. Uma ação pode ser vendida em segundos durante o horário de negociação. Uma casa demora meses a ser vendida. Uma pintura rara pode demorar anos. Quanto mais rápida e barata for a conversão, mais líquido será o ativo.
A liquidez é fundamental para os particulares e para as instituições. Uma família precisa de património líquido suficiente para cobrir emergências. Uma empresa precisa de dinheiro em caixa para pagar salários e fornecedores. Um banco precisa de manter ativos líquidos suficientes para fazer face aos levantamentos. Quando a liquidez se esgota, as consequências podem ser graves. Durante a crise de 2008, os bancos deixaram de emprestar uns aos outros porque ninguém sabia quem era solvente. Os mercados de crédito congelaram. A Reserva Federal injetou triliões para restaurar a liquidez.
Os mercados têm diferentes níveis de liquidez. Os principais mercados cambiais movimentam triliões diariamente e são altamente líquidos. As ações de empresas de menor capitalização são negociadas com menos frequência e têm spreads de compra e venda mais amplos. Os mercados imobiliários e de private equity são ilíquidos por natureza. Os investidores exigem retornos mais elevados para manter os ativos ilíquidos. Este prémio compensa o risco de não conseguir vender quando necessário. A liquidez não é gratuita. Ela tem um preço.
Medidas-chave
- Dinheiro e equivalentes
- Índice de liquidez corrente
- Relação rápida
- Spread de compra e venda
- Volume de negociação
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