A psiconeuroimunologia examina como os processos psicológicos, o sistema nervoso e o sistema endócrino interagem para influenciar a função imunitária e a saúde. A área trata a mente e o corpo como uma única rede reguladora, em vez de domínios separados.
As hormonas do stress, como o cortisol, podem suprimir certas respostas imunitárias, aumentando a suscetibilidade a infeções ou retardando a cicatrização de feridas. O stress psicológico crónico tem sido associado a níveis elevados de inflamação e a piores desfechos em diversas condições, desde a constipação comum até às doenças cardiovasculares. Por outro lado, o apoio social, uma perspectiva optimista e certas intervenções comportamentais parecem atenuar a função imunitária. As respostas imunitárias condicionadas — demonstradas em animais e, em menor escala, em humanos — mostram que o sistema imunitário pode aprender associações, tal como o comportamento.
As vias bidirecionais são complexas. As citocinas libertadas pelas células imunitárias influenciam a atividade cerebral e o humor, contribuindo para a fadiga e o isolamento que acompanham a doença. A investigação nesta área fornece informação tanto para a prática clínica como para estratégias de saúde pública que abordam fatores psicológicos e sociais, para além dos biológicos.
A saúde não se resume apenas a agentes patogénicos e células. O cérebro e o sistema imunitário estão em constante comunicação.
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