O pragmatismo avalia as ideias pelas suas consequências práticas. Se uma crença funciona, é verdadeira. Se não funciona, é falsa. Esta é a premissa central do pragmatismo, uma filosofia tipicamente americana desenvolvida por Charles Sanders Peirce, William James e John Dewey. Peirce introduziu o termo na década de 1870, defendendo que o significado de um conceito reside nos seus efeitos práticos. James popularizou-o, aplicando-o à religião, à psicologia e à ética. Dewey desenvolveu-o como uma filosofia da educação, da democracia e da reforma social.
O pragmatismo rejeita a ideia de que a verdade seja uma correspondência fixa entre a crença e a realidade. A verdade é aquilo que funciona, aquilo que nos ajuda a lidar com a experiência, aquilo que nos permite agir eficazmente. Os críticos argumentam que se trata de relativismo disfarçado, que faz com que a verdade dependa do que é útil em vez do que é real. Os defensores respondem que o pragmatismo não se centra no que é útil para qualquer propósito, mas sim no que é justificado pela investigação. O pragmatismo influenciou o direito, a educação, a política e a ciência. É uma filosofia da ação, não da contemplação. Não questiona o que é verdadeiro em abstrato, mas sim qual a diferença que uma crença faz na prática.
Temas pragmáticos
- Consequências práticas. O significado reside nos efeitos.
- A verdade em ação. As verdadeiras crenças são aquelas que funcionam.
- Inquiry. O conhecimento é o resultado da resolução de problemas.
- Pluralismo. Há muitas formas de lidar com a experiência.
Pragmatismo não é o mesmo que oportunismo. Não se trata de fazer o que funciona a curto prazo. Trata-se das consequências a longo prazo das crenças e das ações.
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