As perturbações que se deslocam pela superfície do oceano, transferindo energia sem um transporte líquido de água, são designadas por ondas. A maioria das ondas oceânicas é gerada pelo vento. O seu tamanho depende da velocidade do vento, da duração e da distância percorrida pelo vento — o fetch.
Uma onda é caracterizada pela sua altura, comprimento de onda e período. Em águas profundas, a velocidade da onda aumenta com o comprimento de onda; ondas mais longas ultrapassam as mais curtas e formam a ondulação. Quando as ondas chegam a águas pouco profundas, abrandam, encurtam e acabam por rebentar, transferindo a sua energia para a costa. As ondas moldam as praias, impulsionam as correntes costeiras e proporcionam um recurso energético renovável ainda em desenvolvimento.
As ondas extremas acompanham as tempestades e podem representar uma ameaça para os navios e estruturas costeiras. As descrições estatísticas do campo de ondas, como a altura significativa das ondas, são utilizadas em previsões e projetos de engenharia. As observações são feitas através de bóias, satélites e radares costeiros. Compreender a dinâmica das ondas é fundamental para a engenharia costeira e para a segurança marítima.
Mesmo uma ligeira ondulação num dia calmo transporta energia que começou numa tempestade do outro lado do oceano.
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