Todos, incluindo os que governam, estão sujeitos à lei. Esse princípio é o Estado de Direito. As leis devem ser públicas, prospetivas, claras e aplicadas igualmente por tribunais independentes.
O Estado de Direito restringe o poder arbitrário. Protege os indivíduos da coerção imprevisível e permite-lhes planear as suas vidas e investimentos. Juízes independentes, tribunais acessíveis e uma cultura jurídica profissional são pilares institucionais que o sustentam. A corrupção, a perseguição selectiva e a legislação retroactiva minam este princípio.
Nenhuma sociedade atinge um estado de direito perfeito; o grau de aproximação varia amplamente. Os índices internacionais tentam medi-lo através de indicadores de independência judicial, ausência de corrupção e equidade regulatória. Os sistemas políticos que abandonam o Estado de direito em favor do comando pessoal ou partidário perdem a previsibilidade e, eventualmente, a legitimidade.
Um governo que pode perder nos seus próprios tribunais é um governo que ainda respeita o Estado de direito.
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