A falácia do custo irrecuperável leva à perpetuação de um empreendimento devido a um investimento passado. Já gastou dinheiro, tempo ou esforço e não quer desperdiçá-los. Então, continua. Mas o investimento passado já lá vai, está irrecuperável. Não deve influenciar a decisão. Apenas os custos e benefícios futuros importam. Esta falácia é emocional e baseia-se na relutância em aceitar a perda.
Esta falácia é comum nos negócios, nos relacionamentos e na vida quotidiana. Uma empresa mantém um projeto falhado porque já gastou milhões. Uma pessoa permanece num mau relacionamento porque estão juntos há anos. Um estudante termina um curso que detesta porque já fez três anos. O investimento passado é irrelevante. A decisão deve ser sobre o futuro.
Exemplos da falácia do custo irrecuperável
- Ver um filme mau até ao fim porque pagou o bilhete.
- Continuar uma guerra por causa dos soldados já perdidos.
- Comer mais do que se quer porque se pagou a refeição.
- Permanecer num mau emprego simplesmente porque está lá há anos.
- Manter uma ação em prejuízo porque a comprou cara.
A falácia do custo irrecuperável é um enviesamento cognitivo. Não é lógica. A solução é perguntar: se estivesse a começar do zero, faria essa escolha? Se a resposta for não, o investimento passado é irrecuperável. Deve ser ignorado. Isto é mais fácil dizer do que fazer. As pessoas detestam desperdiçar. Detestam admitir que estavam erradas. A falácia do custo irrecuperável protege o ego. Evita a dor da perda. Mas leva a perdas maiores. Os melhores decisores ignoram os custos irrecuperáveis. Concentram-se no futuro. Estão dispostos a minimizar as suas perdas. Isso é difícil. Mas é racional. O passado já foi. Só o futuro importa.
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