Uma coisa é descrita como se fosse outra. Uma metáfora afirma uma identidade ou forte semelhança sem usar "como" ou "igual a". "O tempo é um ladrão", "a sala de aula era um jardim zoológico", "a sua voz era aveludada". A comparação é implícita e concisa, convidando o leitor a transferir qualidades do veículo para o objeto da comparação.
As metáforas moldam o pensamento, assim como o estilo. Podem tornar as ideias abstratas concretas, revelar semelhanças ocultas e gerar novas formas de ver o mundo. As metáforas mortas — “o sopé da montanha”, “a cabeceira da mesa” — tornaram-se tão familiares que a sua origem figurativa é quase invisível. As metáforas vivas ainda surpreendem e iluminam.
Os poetas e os oradores fazem uso frequente de metáforas, mas a linguagem quotidiana também está repleta delas. A linguagem científica e filosófica também utiliza metáforas, ora conscientemente, ora inconscientemente. O risco é que uma metáfora despercebida possa limitar a compreensão. A recompensa é a clareza súbita ou a força emocional que uma metáfora bem escolhida proporciona. Aprender a reconhecer e criar metáforas faz parte do processo de se tornar um utilizador da linguagem mais preciso e criativo.
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