Uma cortina de fumo é uma falácia que introduz um tópico irrelevante para desviar a atenção. O argumento muda de assunto, evitando a verdadeira questão. A cortina de fumo é uma distração, tem um cheiro forte e desvia a atenção do rasto. O nome vem da prática de usar peixe fumado para treinar cães de caça e depois confundi-los e fazê-los perder o rasto.
Esta falácia é comum na política. Um político acusado de corrupção fala do défice em vez do problema real. O défice é irrelevante para a acusação de corrupção. Esta cortina de fumo desvia a atenção. O público esquece-se da questão original. O político escapa ao escrutínio.
Exemplos de pista falsa
- Porquê preocuparmo-nos com as alterações climáticas quando há veteranos sem-abrigo?
- Diz que colei no teste, mas e a correção injusta do professor?
- A empresa está a poluir o rio, mas pense nos postos de trabalho que gera.
- Critica a minha forma de conduzir, mas passou o sinal vermelho no ano passado.
- Não devemos discutir o controlo de armas; devemos discutir a saúde mental.
A cortina de fumo é uma falácia de relevância. O tópico introduzido até pode ser importante, mas não é relevante para o argumento atual. A solução é perceber a mudança de rumo. Pergunte-se: isto responde ao ponto original? Se não, é uma cortina de fumo. A cortina de fumo é sedutora porque funciona. Muda o rumo da conversa, ganha tempo e confunde o público. É uma ferramenta retórica. Pode ser utilizada para o bem ou para o mal. Um debatedor pode utilizá-la para evitar uma armadilha. Um político pode usá-la para sobreviver a um escândalo. Mas, no raciocínio, é uma falácia. Impede que a verdade venha ao de cima. A questão original permanece. Ela precisa de ser respondida. A cortina de fumo é uma distração. Não caia no isco.
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