Uma generalização precipitada tira uma conclusão com base em evidências insuficientes. Conhece duas pessoas mal-educadas de uma cidade e conclui que todos ali são mal-educados. Experimenta um mau restaurante e decide que todos os restaurantes da cadeia são maus. A amostra é muito pequena. A conclusão é muito ampla. A generalização é precipitada.
A falácia é comum no raciocínio quotidiano. Os estereótipos são generalizações precipitadas. O preconceito é uma generalização precipitada. Uma única má experiência leva a uma conclusão ampla. As evidências não suportam a conclusão. A amostra não é representativa. A conclusão não se justifica.
Exemplos de generalização apressada
- O meu avô fumava e viveu até aos 90 anos, por isso fumar não faz mal.
- Senti-me mal depois de comer lá, por isso o restaurante não é higiénico.
- Duas pessoas daquele país foram mal-educadas, portanto todos ali são mal-educados.
- Este produto apresentou defeito, pelo que a marca não é de confiança.
- Os três primeiros lançamentos de moeda deram cara, pelo que a moeda cai sempre em cara.
A generalização precipitada é uma falácia resultante da insuficiência de provas. A solução é recolher mais dados. Uma amostra maior é mais representativa. Um estudo controlado é melhor do que relatos isolados. Esta falácia é comum porque os relatos isolados são vívidos. Uma única história parece ser uma evidência. Mas não é. É apenas um ponto de dados. Um único ponto de dados não constitui um padrão. A mente humana procura padrões. Ela vê padrões no ruído. A generalização precipitada é um erro natural. É preciso prática para a evitar. Da próxima vez que tirar uma conclusão ampla a partir de uma pequena amostra, pergunte-se: quantos casos observei? A amostra é representativa? A resposta é geralmente não. A generalização é precipitada. Ela deve ser revista.
Comments
No comments yet. Be the first to share a thought.
Leave a comment