Um robô cirúrgico auxilia os cirurgiões em operações de precisão. O cirurgião controla o robô a partir de uma consola. O robô segura instrumentos e câmaras dentro do paciente. Traduz os movimentos da mão do cirurgião em movimentos mais pequenos e firmes. O robô não opera sozinho. Amplia a habilidade humana.
O Sistema Cirúrgico da Vinci, lançado em 2000, é o robô cirúrgico mais utilizado no mundo. Possui quatro braços: um para a câmara e três para os instrumentos. O cirurgião visualiza uma imagem 3D ampliada e controla os braços com joysticks. O sistema filtra o tremor das mãos e ajusta os movimentos de forma precisa. Um movimento de 1 centímetro da mão pode transformar-se num movimento de 1 milímetro do instrumento. Esta precisão permite incisões mais pequenas, menor perda de sangue e uma recuperação mais rápida.
Vantagens do robô cirúrgico
- Precisão: movimento escalonado e sem tremores.
- Visualização: vista 3D ampliada.
- Destreza: instrumentos com mais graus de liberdade do que a mão humana.
- Ergonomia: o cirurgião senta-se confortavelmente.
- Teleoperação: o cirurgião pode estar remotamente distante do doente.
Os robôs cirúrgicos são caros. Um sistema da Vinci custa mais de um milhão de dólares, além dos instrumentos e da manutenção. Isto limita a sua adoção aos grandes hospitais. Sistemas mais pequenos e mais baratos estão a entrar no mercado para procedimentos específicos, como a artroplastia do joelho e a cirurgia da coluna vertebral. As evidências sobre os resultados são controversas. Alguns estudos mostram melhores resultados para procedimentos complexos. Outros não apresentam diferença em comparação com a cirurgia tradicional. O robô é uma ferramenta. A habilidade do cirurgião ainda determina o resultado. Os robôs cirúrgicos não são autónomos. São os robôs teleoperados mais avançados em uso clínico de rotina.
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