A alma é a essência imaterial de uma pessoa. Em muitas culturas, é a parte que pensa, sente, escolhe e, na maioria das narrativas religiosas, sobrevive à morte do corpo.
A filosofia grega legou à tradição ocidental o seu vocabulário clássico. Platão tratava a alma como imortal e preexistente, temporariamente alojada num corpo. Aristóteles via-a como a forma do corpo vivo, inseparável dele nesta vida. A linguagem bíblica é menos dualista; o termo hebraico nephesh e o grego psyche referem-se frequentemente à pessoa viva na sua totalidade, e não a uma entidade destacável. Contudo, ambos os Testamentos falam de uma vida que continua para além da morte, e a teologia cristã acabou por sintetizar a esperança bíblica com categorias filosóficas.
No pensamento hindu e budista, o conceito paralelo é o atman, ou o contínuo da consciência que migra através dos renascimentos. Alguns materialistas modernos negam a alma por completo, reduzindo a mente à função cerebral. Outros defendem uma visão não reducionista, na qual a consciência não pode ser totalmente explicada apenas por processos físicos.
Independentemente do seu estatuto metafísico, a palavra continua a nomear a dimensão profunda da vida humana — o eu que pode ser perdido ou encontrado, oprimido ou libertado. Quando alguém fala de uma alma em angústia ou de uma alma em paz, a linguagem continua a ter peso.
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