O ascetismo é uma severa autodisciplina e abstinência com fins espirituais. É a prática de se negar em prol de um objetivo maior. Encontra-se em muitas religiões. Os monges jejuam. Eremitas retiram-se. Os yogues perseveram. Os ascetas renunciam ao prazer. Renunciam ao conforto. Renunciam ao mundo. Procuram a pureza. Procuram a iluminação. Procuram a união com Deus.
O ascetismo tem uma longa história. Os Padres do Deserto fugiram para o deserto no século III. Jejuavam, oravam e lutavam contra a tentação. António do Egito é o mais famoso. Viveu num túmulo, depois numa fortaleza e, por fim, numa montanha. Alimentava-se de pão e sal. Dormia no chão. Orava constantemente. A sua vida inspirou milhares. O monasticismo surgiu do seu exemplo. Bento XVI escreveu uma regra de moderação. Francisco abraçou a pobreza. A tradição ascética continua.
práticas ascéticas
- Jejum: abstinência de alimentos.
- Celibato: abstinência sexual.
- Pobreza: renunciar aos bens materiais.
- Silêncio: abster-se de falar.
- Vigília: permanecer acordado para rezar.
O ascetismo não é para todos. Pode ser perigoso. Pode levar ao orgulho. Pode levar ao desespero. Pode prejudicar o organismo. Pode prejudicar a mente. A Igreja sempre alertou contra os extremos. O objetivo não é punir o corpo. O objetivo é libertar o espírito. O objetivo é dominar as paixões. O objetivo é amar mais a Deus. O ascetismo é uma ferramenta. Não é um fim em si mesmo. É um meio. É uma forma de dizer: Deus é mais importante do que o conforto. Deus é mais importante que o prazer. Deus é mais importante do que a própria vida. Esse é o testemunho ascético. É um testemunho radical. É um testemunho necessário. Num mundo de excessos, o asceta diz: basta. Num mundo de ruído, o asceta diz: silêncio. Num mundo de egoísmo, o asceta diz: Deus. Essa é a mensagem. Esse é o desafio. Isto é o ascetismo.
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