O precipício visual é um aparelho de laboratório concebido para testar a perceção de profundidade em bebés e animais jovens. Consiste numa superfície coberta de vidro com um lado raso e um lado aparentemente profundo.
Eleanor Gibson e Richard Walk introduziram o dispositivo na década de 1960. Os bebés com idade suficiente para gatinhar são colocados na plataforma central e encorajados por um cuidador a atravessar o lado raso ou o lado profundo. A maioria dos bebés recusa-se a gatinhar para o lado profundo, indicando que notam a diferença de profundidade. Os bebés mais novos, que ainda não conseguem gatinhar, podem apresentar sinais fisiológicos de consciência da profundidade. Resultados semelhantes foram obtidos com pintos, borregos e outras espécies que necessitam de se orientar nos primeiros anos de vida.
O precipício visual demonstrou que a perceção de profundidade está presente pelo menos desde a idade em que a criança começa a gatinhar e não requer uma vasta experiência de quedas. Permanece como uma ilustração clássica do surgimento precoce de uma capacidade perceptiva fundamental.
A hesitação de um bebé à beira do precipício aparente revela que o precipício é visto como real.
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