Uma proposição analítica é verdadeira em virtude do seu significado. O predicado está contido no sujeito. Todos os solteiros são não casados. O conceito de solteiro já inclui não casado. Não é preciso verificar o mundo. A verdade está nas palavras. A proposição é analítica.
O termo vem de Immanuel Kant. Distinguiu proposições analíticas de proposições sintéticas. As proposições analíticas são verdadeiras por definição. As proposições sintéticas são verdadeiras por facto. "Todos os solteiros são não casados" é uma proposição analítica. "Todos os solteiros são infelizes" é uma proposição sintética. A primeira é verdadeira por significado. A segunda requer provas.
Exemplos de proposições analíticas
- Todos os triângulos têm três lados.
- Um solteiro é um homem não casado.
- O vermelho é uma cor.
- Se estiver a chover, então está a chover.
- Nenhum solteiro é casado.
As proposições analíticas são necessariamente verdadeiras. Não podem ser falsas. Negá-las leva à contradição. Um solteiro casado é uma contradição nos termos. A proposição não é informativa sobre o mundo. Informa sobre a linguagem e os conceitos. Essa é a crítica. As proposições analíticas são triviais. Não acrescentam conhecimento. Apenas desdobram definições. Kant concordou que as proposições analíticas não são informativas. Mas defendeu que algumas proposições são tanto analíticas como informativas. Chamou-lhes sintéticas a priori. Esta é uma categoria controversa. A maioria dos filósofos aceita a distinção analítico-sintético. Mas a fronteira é debatida. A água (H₂O) é analítica ou sintética? Foi descoberta pela ciência, por isso parece sintética. Mas há quem defenda que água significa simplesmente H₂O. O debate continua. As proposições analíticas são verdadeiras por significado. Mas o que conta como significado nem sempre é claro.
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