A sátira é o uso do humor, da ironia ou do ridículo para expor e criticar a insensatez, a corrupção ou o vício. Não se trata apenas de comédia. Ela tem um alvo. Em "Uma Modesta Proposta", Jonathan Swift sugeriu o consumo de bebés irlandeses para resolver a pobreza. O objetivo era chocar. Em "Cândido", Voltaire troçava do otimismo. Em "A Revolução dos Bichos", George Orwell satirizava o totalitarismo.
A sátira pode ser suave ou mordaz. A sátira horaciana, que tem o nome do poeta romano Horácio, é leve e divertida. A sátira juvenaliana, que tem o nome de Juvenal, é ácida e indignada. Nos media modernos, programas como The Onion, The Daily Show e South Park utilizam a sátira. Ela pode ser perigosa. Os satiristas já foram presos e mortos. Também pode ter o efeito contrário ao desejado. Alguns espectadores podem não perceber a ironia e interpretar a sátira literalmente. Quando isso acontece, a piada é com o público. Uma boa sátira faz rir e depois faz pensar.
Tipos
- Horaciano: gentil, divertido
- Juvenaliano: amargo, indignado
- Menipeu: caótico, intelectual
- Paródia: imita o estilo para o satirizar.
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