Os alucinogénios são drogas que distorcem a perceção, o pensamento e o humor, produzindo frequentemente experiências sensoriais sem um estímulo externo correspondente. Podem alterar a noção de tempo, de si próprio e de realidade.
Os alucinogénios clássicos como o LSD, a psilocibina e a mescalina atuam principalmente como agonistas em certos recetores de serotonina. Os efeitos incluem imagens visuais vívidas, cores intensificadas, fusão de sentidos semelhante à sinestesia e mudanças profundas na perspetiva emocional e filosófica. As drogas dissociativas como a PCP e a cetamina atuam nos sistemas glutamatérgicos e podem produzir uma sensação de distanciamento do corpo. A canábis ocupa uma categoria limítrofe; em doses mais elevadas, pode produzir efeitos alucinogénios ligeiros.
As experiências são altamente variáveis e dependem da dose, do estado de espírito e do contexto. As reações adversas incluem ansiedade, paranóia e, raramente, estados psicóticos prolongados. Alguns alucinogénios estão a ser investigados clinicamente para o tratamento da depressão, ansiedade e dependência, com protocolos rigorosamente controlados. O uso recreativo acarreta riscos legais e psicológicos que variam de acordo com a substância e a vulnerabilidade individual.
Os alucinogénios reescrevem temporariamente a relação entre o cérebro e o mundo que ele constrói.
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