O bem é aquilo a que aspiramos. Aristóteles iniciou a Ética a Nicómaco com a constatação de que toda a ação e busca visa algum bem. A saúde é o bem da medicina. A vitória é o bem da estratégia. Mas qual é o bem supremo, aquele que desejamos por si mesmo e não em função de algo exterior? Aristóteles chamou-lhe eudaimonia, frequentemente traduzido por florescimento ou felicidade. Não se trata de um sentimento, mas de um modo de vida, orientado pela virtude e sustentado pelos bens exteriores.
Os filósofos propuseram diferentes conceções do bem. Os hedonistas afirmam que o prazer é o bem. Os teóricos da satisfação do desejo dizem que o bem é obter o que se deseja. Os teóricos da lista objetiva afirmam que o bem inclui a amizade, o conhecimento, as realizações e as experiências estéticas, independentemente de as desejarmos ou não. Kant distinguiu a boa vontade do bem como objeto de desejo. Moore defendia que o bem é uma propriedade simples e indefinível, conhecida pela intuição. O debate entre monistas, que acreditam que todos os bens se reduzem a um só, e pluralistas, que acreditam que existem muitos bens irredutíveis, continua em aberto. O bem não é o mesmo que o direito. O direito diz respeito ao que devemos fazer. O bem diz respeito ao que vale a pena procurar.
Relatos do bem
- Hedonismo. O prazer é bom.
- Satisfação do desejo. Conseguir o que se quer é bom.
- Lista de objetivos. Certas coisas são boas independentemente do desejo.
- Eudaimonia. Florescer através da virtude e da atividade.
O bem é uma questão tanto filosófica como pessoal. O que vale a pena desejar? A resposta molda a forma como vive.
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