A estética descreve as qualidades visuais e sensoriais que tornam um design agradável. Não se trata de decoração. É a forma como algo se apresenta visualmente, como é a sensação ao toque e como isso afeta a pessoa que o utiliza. Uma cadeira bem concebida não é apenas confortável. As proporções, o material e o acabamento contribuem para a experiência. Uma cadeira mal concebida pode até funcionar, mas causar desconforto. Estética e função não são opostos. São complementares.
O estudo da estética remonta à filosofia. Porque é que certas proporções parecem certas? Porque é que algumas combinações de cores acalmam e outras agitam? A proporção áurea, a simetria, o ritmo e o contraste desempenham papéis importantes. Mas o gosto varia entre culturas e indivíduos. O que um público considera elegante, outro considera frio. O que uma geração considera moderno, outra considera antiquado. Os designers trabalham com estas tensões. Estudam as tendências sem se deixarem escravizar por elas. Testam hipóteses com utilizadores reais. Equilibram as preferências do cliente com as necessidades do público. A estética é subjetiva, mas não é arbitrária. Existem padrões naquilo que as pessoas consideram belo. Compreender estes padrões faz parte da arte. Assim como saber quando os quebrar.
Elementos da estética visual
- Equilíbrio — distribuição do peso visual
- Proporção — relação entre os tamanhos
- Ritmo — repetição e variação
- Contraste — diferença que cria interesse
- Textura — qualidade da superfície, real ou implícita
A estética não se trata de tornar as coisas bonitas. Trata-se de fazer com que as coisas pareçam certas. A sensação é o que importa.
Comments (2)
Leave a comment