A governação de dados define quem pode fazer o quê com os dados. Estabelece políticas de acesso, qualidade, retenção e privacidade. Atribui funções: quem é o proprietário dos dados, quem os gere e quem os pode utilizar. Sem governação, os dados tornam-se uma confusão. Todos os copiam. Ninguém sabe qual a versão correta. Dados sensíveis acabam em folhas de cálculo em portáteis pessoais. A governação traz ordem.
Boa governação não é burocracia. É capacitação. Políticas claras permitem que as pessoas utilizem os dados com confiança, uma vez que conhecem as regras. Sabem o que é permitido, o que requer aprovação e onde encontrar a fonte oficial. Os frameworks de governação como o DAMA-DMBOK e o COBIT fornecem estrutura. Abrangem a qualidade dos dados, a gestão de metadados, os dados mestre e a segurança. O difícil é a aplicação. Políticas que ninguém segue são piores do que a ausência de políticas, pois criam uma falsa sensação de controlo. A governação precisa de patrocínio executivo, responsabilidade clara e ferramentas que facilitem a conformidade. Se o caminho governado for mais difícil do que o caminho não governado, as pessoas escolherão o caminho não governado. O objetivo é tornar o caminho certo o caminho mais fácil.
Componentes de governação
- Políticas — regras para o tratamento de dados
- Funções — proprietários, administradores, zeladores
- Normas — formatos, definições, limites de qualidade
- Metadados — documentação de ativos de dados
- Fiscalização — auditorias e monitorização da conformidade
A governação é o conjunto de regras. Sem ela, cada equipa cria as suas próprias regras e os dados tornam-se inutilizáveis.
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