Um plano é uma gravação contínua de uma cena antes da edição. Quando o realizador diz "ação", a câmara começa a gravar. Quando o realizador diz "corta", o plano termina. Uma única cena pode exigir várias tomadas. A primeira tomada pode apresentar um problema técnico. A segunda pode ter um problema de atuação. A terceira pode ser perfeita. O realizador escolhe a melhor tomada. O editor monta os planos no filme final. O plano é a matéria-prima do filme.
As tomadas estão numeradas para referência: Tomada 1, Tomada 2, Tomada 3. O supervisor de guião acompanha as tomadas e anota quais são boas. O diretor pode pedir uma nova tomada por segurança, para garantir a cobertura ou para uma interpretação diferente. Os atores podem ajustar as suas performances. A câmara pode mudar de ângulo. A iluminação pode ser ajustada. Cada take é uma nova tentativa. A melhor tomada nem sempre é a última. Por vezes, a primeira tomada capta uma espontaneidade que falta nas tomadas seguintes. Por vezes, a décima tomada é aquela em que tudo se encaixa.
A tomada é um momento no tempo. É uma prestação que jamais se repetirá. A câmara a captura. O editor utiliza-a. O público vê-a. A tomada é a unidade da atuação. É o trabalho do ator. É a escolha do realizador. É o material do editor. O plano é a verdade crua do filme. Foi o que aconteceu naquele dia. O resto é construção.
Comments
No comments yet. Be the first to share a thought.
Leave a comment