Um argumento é composto por partes. A conclusão é a parte que está a ser defendida, a afirmação que o argumentador quer que aceite. Não é necessariamente a última frase, embora muitas vezes o seja. É a alegação que as premissas supostamente justificam. Identificar a conclusão é o primeiro passo para avaliar um argumento. Uma vez que saiba o que está a ser afirmado, pode perguntar se as razões apresentadas realmente o sustentam.
As conclusões podem ser enunciadas ou implícitas. Num silogismo, a conclusão decorre necessariamente das premissas. Num argumento indutivo, decorre com probabilidade. Numa explicação, a conclusão é assumida e as premissas mostram porque é verdadeira. Os filósofos distinguem a conclusão de um argumento da conclusão de uma investigação. A primeira é uma proposição. A segunda é uma decisão, um julgamento ou uma linha de ação. Uma conclusão pode ser verdadeira ou falsa, bem fundamentada ou mal fundamentada. Pode também ser provisória, sujeita a revisão à medida que surjam novas provas.
Como chegar a uma conclusão
- Pergunte qual é o objetivo. O que está o argumentador a tentar estabelecer?
- Procure palavras indicadoras. Portanto, assim, logo, pois.
- Teste o inverso. Se trocar a conclusão por uma premissa, o argumento ainda faz sentido?
Uma conclusão não é um resumo. É uma afirmação que depende de razões.
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