Um plano geral mostra uma vista ampla da cena e dos arredores. O sujeito é visível, mas pequeno no enquadramento, ofuscado pelo ambiente. O plano estabelece onde ocorre a ação e como o sujeito se relaciona com o espaço. Frequentemente, é o primeiro plano de uma cena, dando ao público uma noção da geografia do local antes de aproximar a câmara. O plano geral não é apenas uma necessidade técnica. É uma forma de ver.
Os planos gerais podem ter vários tamanhos. Um plano geral enquadra o sujeito da cabeça aos pés, preenchendo a altura do quadro. Um plano médio posiciona o sujeito à distância, com o meio envolvente a dominar a imagem. Um plano médio extremo torna o sujeito minúsculo, quase perdido na paisagem. Cada variação tem um efeito diferente. O plano geral mostra o corpo. O plano médio mostra o contexto. O plano médio extremo mostra a insignificância do indivíduo perante a imensidão do mundo.
Os planos abertos são utilizados para diversos fins. Estabelecem a localização. Mostram a escala. Criam isolamento. Um personagem sozinho no deserto parece pequeno. Um personagem numa rua movimentada parece anónimo. Uma personagem no topo de uma montanha parece triunfante. O plano aberto pode ser belo ou sombrio, dependendo da composição e da luz. É uma das ferramentas mais poderosas do cinema. Dá ao público espaço para respirar e pensar.
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