A antropologia urbana estuda a vida cultural e as dinâmicas sociais nas cidades. Surgiu em meados do século XX, quando os antropólogos migraram das aldeias para os bairros urbanos. Os primeiros trabalhos examinaram as comunidades migrantes, a vida nas ruas e as formas como as práticas rurais se adaptaram às condições da cidade. Hoje, o campo abrange a gentrificação, as pessoas em situação de sem-abrigo, as economias informais, os enclaves étnicos e a política do espaço público.
As cidades não são apenas cenários. Moldam a vida social de formas específicas. A densidade, o anonimato e a diversidade criam oportunidades e tensões. As pessoas convivem com estranhos diariamente. Formam subculturas em torno do trabalho, da música ou do bairro. Competem por habitação, transportes e visibilidade. Os antropólogos urbanos estudam como o poder opera através do zoneamento, do policiamento e das infraestruturas. Também documentam a resistência, desde graffitis a hortas comunitárias.
Temas de pesquisa
- Migração e bairros étnicos.
- Economias informais e vendedores ambulantes.
- Habitação, gentrificação e deslocação.
- O espaço público e a política de pertença.
Mais de metade da população mundial vive agora em cidades. A antropologia urbana deixou de ser uma especialidade e tornou-se fundamental para a compreensão da vida contemporânea.
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