Salvação é libertação. No vocabulário cristão, é a libertação do pecado e da morte que o pecado traz, alcançada através da vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo e recebida pela fé.
O Novo Testamento utiliza uma família de imagens relacionadas. A salvação é o resgate do perigo, a cura de uma doença fatal, a absolvição num tribunal, a libertação da escravidão e a adoção numa nova família. Cada imagem destaca uma faceta diferente da mesma realidade: os seres humanos encontram-se numa condição da qual não se conseguem libertar, e Deus agiu para mudar essa condição. A obra está consumada em Cristo; a sua aplicação desdobra-se no presente através do Espírito e será completada na ressurreição final.
As diferentes tradições cristãs enfatizam de formas distintas a salvação. Algumas destacam o momento decisivo da conversão; outras, um processo de transformação que dura toda a vida; outras ainda se centram nas dimensões coletivas e cósmicas da salvação. Todas concordam que não se trata de uma conquista humana. A graça inicia, sustenta e completa a obra.
O oposto da salvação não é meramente a ignorância ou a desgraça; é a perdição, a perda definitiva. Esta seriedade confere peso à palavra. Quando a Igreja fala de salvação, está a falar da diferença fundamental entre a vida e a morte.
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