A massa curva a luz. Esta é uma previsão da teoria da relatividade geral de Einstein, e já foi confirmada várias vezes. Quando um objeto maciço, como uma galáxia ou um enxame galáctico, se interpõe entre uma fonte distante e um observador, a sua gravidade faz curvar a luz proveniente dessa fonte. O resultado é uma imagem ampliada, distorcida ou múltipla da fonte. Isto é o fenómeno das lentes gravitacionais.
Existem três tipos. A lente gravitacional forte produz arcos, anéis e imagens múltiplas visíveis. Ocorre quando o alinhamento é quase perfeito e a massa é grande. A lente gravitacional fraca produz distorções subtis nas formas das galáxias de fundo. É utilizada para mapear a matéria escura. A microlente gravitacional produz um breve aumento de brilho numa estrela quando um objeto compacto passa em frente dela. É utilizada para encontrar exoplanetas e buracos negros.
O efeito de lente gravitacional é uma ferramenta, não apenas uma curiosidade. Permite que os astrónomos vejam galáxias que seriam demasiado ténues para serem observadas de outra forma. Mapeia a distribuição da matéria escura. Mede a constante de Hubble. E até testa a relatividade geral em condições extremas.
O primeiro quasar com lente gravitacional foi descoberto em 1979. Desde então, foram encontradas milhares de lentes. O Telescópio Espacial James Webb está a descobrir ainda mais, incluindo algumas das galáxias mais antigas do universo.
Comments (2)
Leave a comment