O controlo biológico, ou biocontrolo, é a utilização de organismos vivos — predadores, parasitóides, agentes patogénicos ou competidores — para suprimir as populações de pragas na agricultura e silvicultura. Esta abordagem remonta à China antiga, onde as formigas eram utilizadas para proteger os citrinos, e foi formalizada no final do século XIX com a introdução bem-sucedida do escaravelho *Vedalia* para controlar a cochonilha-algodão nos pomares de citrinos da Califórnia em 1888. As estratégias de biocontrolo incluem o clássico (importação e estabelecimento de inimigos naturais), o aumentativo (libertação periódica de agentes criados em cativeiro) e o de conservação (gestão do habitat para apoiar os organismos benéficos existentes). Os agentes comuns incluem joaninhas, crisopídeos, vespas parasitóides, ácaros predadores, *Bacillus thuringiensis* e nemátodos entomopatogénicos. As vantagens incluem a reduzida utilização de produtos químicos, a especificidade do alvo e a segurança ambiental; os riscos incluem efeitos em organismos não-alvo, estabelecimento imprevisível e a necessidade de uma triagem regulamentar cuidadosa. O biocontrolo moderno é um pilar da gestão integrada de pragas e é cada vez mais apoiado por insetários comerciais e tecnologias de libertação precisa.
🐞 Controlo biológico
Uso de predadores e parasitas naturais contra pragas.
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