O ADN e o ARN são ácidos nucleicos, biopolímeros que transportam informação genética. São compostos por nucleótidos, cada um constituído por um açúcar, um grupo fosfato e uma base azotada. O ADN possui desoxirribose e as bases adenina, timina, guanina e citosina. O RNA possui ribose e uracilo em vez de timina. A sequência de bases codifica a informação.
O ADN é uma dupla hélice, com duas cadeias unidas por ligações de hidrogénio entre bases complementares. A adenina emparelha-se com a timina. A guanina emparelha-se com a citosina. A sequência de uma cadeia determina a sequência da outra. É assim que a informação genética é copiada e transmitida. O RNA é geralmente de cadeia simples e desempenha muitas funções: o RNA mensageiro transporta o código genético, o RNA transportador transporta aminoácidos, o RNA ribossómico forma o ribossoma e os RNAs reguladores controlam a expressão génica.
Os ácidos nucleicos foram descobertos em 1869 por Friedrich Miescher, mas o seu papel na hereditariedade só foi estabelecido nas décadas de 1940 e 1950. A estrutura da dupla hélice foi elucidada em 1953 por James Watson e Francis Crick, utilizando dados de difração de raios X fornecidos por Rosalind Franklin e Maurice Wilkins. Esta descoberta inaugurou a era da biologia molecular.
Os ácidos nucleicos são utilizados na medicina, na ciência forense e na biotecnologia. A sequenciação de ADN diagnostica doenças, identifica indivíduos e rastreia a ancestralidade. A PCR amplifica o ADN para análise. A CRISPR edita genes. As vacinas de mRNA instruem as células a produzir antigénios. O ácido nucleico é a molécula da vida e a ferramenta da biotecnologia.
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