Na linguagem comum, uma pessoa resgata um relógio penhorado pagando a quantia exigida e recuperando-o. O sentido bíblico mantém o carácter comercial, mas aumenta a importância do resgate. Resgatar significa comprar de volta o que se perdeu, libertar o que estava sob o poder de outrem.
Nas Escrituras Hebraicas, o conceito surge em diversos contextos. Um parente podia resgatar terras que um familiar fora forçado a vender, ou casar com uma viúva sem filhos para preservar a linhagem familiar. Deus é repetidamente descrito como o Redentor de Israel, aquele que libertou o povo do Egito e, mais tarde, do exílio babilónico. A imagem do pagamento permanece: a libertação tem um preço, mesmo quando esse preço é pago pelo próprio Deus.
A teologia cristã utiliza o mesmo verbo e aplica-o à obra de Cristo. A humanidade é retratada como escravizada ao pecado e à morte; a morte de Jesus é o preço que garante a libertação. As diferentes tradições enfatizam diferentes aspetos — a satisfação da justiça divina, a vitória sobre os poderes hostis ou a demonstração de um amor custoso —, mas a afirmação central é a de que a liberdade não é autogerada. Ela é conquistada.
A palavra ainda carrega uma conotação pessoal. Alguém pode falar em redimir um ano perdido ou uma reputação manchada. Em cada caso, a ideia é a mesma: recupera-se o que parecia perdido, e essa recuperação não é gratuita.
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