Numa peça de teatro, as rubricas são instruções no texto que indicam movimento, posição, tom ou iluminação. Dizem aos atores onde ficar, como falar e o que fazer. Também informam os encenadores e os cenógrafos de como a cena deve ser representada visualmente.
As rubricas cénicas são geralmente escritas em itálico ou entre parênteses. Podem ser mínimas ou elaboradas. As rubricas de Shakespeare são famosas pela sua concisão: “Sai de cena, perseguido por um urso”. George Bernard Shaw escrevia rubricas longas e detalhadas que pareciam romances. Alguns dramaturgos, como Samuel Beckett, integram as rubricas na experiência dramática. Em À espera de Godot, as rubricas são precisas e repetitivas. As peças modernas deixam, muitas vezes, mais espaço para o diretor. As rubricas não são lidas em voz alta. São o guião da apresentação, não a apresentação em si.
O que abrangem
- Entradas e saídas
- Movimentos e gestos
- Tom de voz
- Sinais de iluminação e som
Comments
No comments yet. Be the first to share a thought.
Leave a comment