Um smartphone concebido na Califórnia, montado na China, com chips de Taiwan e software da Índia, vendido no Brasil. Esta é a globalização em poucas palavras: a crescente interligação das economias mundiais através do comércio, do investimento, da migração e dos fluxos de informação. Não é algo novo. A Rota da Seda e o comércio colonial foram versões anteriores. Mas o ritmo e a escala desde a década de 1980 são sem precedentes.
A globalização tirou centenas de milhões de pessoas da pobreza, especialmente na Ásia Oriental. Proporcionou aos consumidores bens mais baratos e uma maior variedade de opções. Disseminou tecnologia e ideias mais rapidamente do que em qualquer era anterior. Também deslocou trabalhadores nos países ricos, aumentou a desigualdade em alguns locais e contribuiu para a degradação ambiental. Os benefícios e os custos são distribuídos de forma desigual, razão pela qual o tema é tão politicamente controverso.
Desde 2008, esta tendência abrandou. As tarifas aumentaram. As cadeias de abastecimento foram repensadas. A pandemia de COVID-19 expôs a fragilidade das redes globais. Se o mundo se está a desglobalizar ou apenas a reconfigurar-se, é uma questão em aberto. De qualquer modo, não há garantia de que a era da integração cada vez mais profunda se mantenha.
Dimensões da globalização
- Comércio de bens e serviços
- Investimento direto estrangeiro
- Migração laboral
- Tecnologia e fluxos de dados
- Intercâmbio cultural
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