O fotojornalismo conta histórias através de fotografias. É uma forma de jornalismo e segue os mesmos padrões éticos: precisão, imparcialidade e independência. Um fotojornalista vai até onde a notícia está a acontecer, documenta os acontecimentos e entrega imagens que informam o público. O trabalho é frequentemente difícil e, por vezes, perigoso. Os fotojornalistas já foram mortos, feridos e presos por exercerem a sua profissão. A tradição inclui Robert Capa, que desembarcou com as tropas no Dia D, e Eddie Adams, cuja fotografia de uma execução em plena rua em Saigão mudou a opinião pública sobre a Guerra do Vietname.
O fotojornalismo não se limita a notícias de última hora. Abrange reportagens, retratos e projetos de longa duração. É publicado em jornais, revistas e online. A era digital transformou o setor. As agências de notícias distribuem imagens instantaneamente. As redes sociais transformaram qualquer pessoa num potencial fotojornalista. Mas os valores essenciais mantêm-se os mesmos. Um fotojornalista não encena a cena. Não manipula a imagem para além das correções básicas. Não paga aos entrevistados para darem entrevistas. Procura a verdade e tenta mostrá-la de forma imparcial. O melhor fotojornalismo é factual e comovente. Conta o que aconteceu e desperta empatia.
Ética do fotojornalismo
- Precisão. Não encene nem manipule cenas.
- Justiça. Mostre vários lados quando possível.
- Independence. Não aceite pagamento de súbditos.
- Edição mínima. Não altere o conteúdo da imagem.
- Humanidade. Trate os indivíduos com respeito e dignidade.
O fotojornalismo não é o mesmo que fotografia documental, embora os dois se sobreponham. O fotojornalismo está ligado às notícias. A fotografia documental pode adotar uma perspetiva mais abrangente.
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