As melhores fotografias espontâneas captam as pessoas desprevenidas. Mostram um riso, um olhar, um gesto que desapareceria se o sujeito soubesse que uma câmara estava apontada para si. A fotografia espontânea não é posada. Ela procura captar um momento tal como ele acontece, sem direção ou encenação. O termo vem do latim candidus, que significa branco ou puro, e sugere honestidade e abertura.
A fotografia espontânea é uma arte. Requer antecipação, paciência e a capacidade de se misturar. Fotógrafos de rua como Henri Cartier-Bresson e Garry Winogrand dominaram-na. Caminhavam com pequenas câmaras, muitas vezes com lentes grande-angulares, e fotografavam sem olhar pelo visor ou pela lente, sem pedir autorização. Hoje, as câmaras dos telemóveis tornam a fotografia espontânea mais fácil e comum. Mas a ética não mudou. Fotografar estranhos em público é agradável em muitos lugares, mas ainda assim pode parecer invasivo. Os fotógrafos precisam de equilibrar o valor da imagem com a dignidade do fotografado.
Dicas para um trabalho sincero
- Mistura-te. Câmaras pequenas e obturadores silenciosos chamam menos a atenção.
- Antecipe. Esteja atento aos momentos antes de acontecerem.
- Fotografe com grande angular. As objectivas grande angulares permitem incluir o contexto e fotografar sem ter de apontar com precisão.
- Seja paciente. Os melhores momentos chegam para aqueles que esperam.
A fotografia espontânea não se trata de roubar imagens. Trata-se de perceber o que os outros não vêem.
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