A monogamia é um acordo para manter o sexo (e muitas vezes o romance) dentro de uma única relação. Pode ser um voto de fidelidade ou uma norma tácita que as pessoas nunca discutem até que alguém cometa um adultério. O importante é o acordo, não a sensação de nunca mais reparar noutro rosto.
As pessoas quebram a monogamia por acidente, por impulso ou por planos secretos de longa data. A reparação, se é que existe, baseia-se na verdade e na reconstrução dos termos, e não em fingir que a atração por outras pessoas nunca existiu. Alguns casais renegociam para um relacionamento aberto. Uns renovam o compromisso com regras mais claras. Alguns terminam.
A monogamia não é moralmente mais pesada do que a não-monogamia ética. É uma estrutura. Adequa-se a pessoas que desejam a simplicidade de um núcleo familiar com um só sexo e que estão dispostas a recusar outras propostas.
Diga as regras em voz alta, mesmo que lhe pareçam óbvias. Regras óbvias são aquelas que o surpreendem no sétimo ano.
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